sábado, 9 de maio de 2009

Apostolado profano - IV

Ela veio por sobre mim lânguida e solicitante do m,eu apoio, com olhos afundados em prazer e visão aberta pela sabedoria que nos consumia pela graça do momento.
Meu cetro encantado, de quem recebo a realeza e a sabedoria para reinar. Pode me dizer por que é tão bom fazer amor sem cessar com meu amor? (Ela perguntava a mim e a meu membro, que ela tomou e encaixava na porta de seu templo sagrado)
Não o sentes? Diga-me você mesma.
Oh! (Ela parou, pois quase lhe subia demais o prazer, quase a desfalecendo e quase a fazendo gozar abundantemente). Meu cetro, algo em mim pede por ti e devo satisfazê-lo. Mas está tão longe e tão dentro de mim que devo conduzi-lo por meus portões até lá e servir esse senhor de meu corpo e desejo a quem ofereço meu prazer e minha alma, e o meu senhor é tu, meu delicioso vingador!
Chamo-te vingador (Assim ela me falava), mas sabe como te amo. Tanto te quero e tanto me faz feliz que quase o tenho por meu Senhor e Deus. Antes tivesse vindo a descobrir tal fonte de saber compensador e delicioso como esse. Mas estava iludida com as fantasias das beatas por Cristo e seu Pai. Como pude me deixar desmerecer assim? Só agora eu estou completa e satisfeita, só assim contigo pulsando dentro de minhas carnes me sinto possuída da verdadeira felicidade e sabedoria, moradora do mais delicioso paraíso e servida pelo mais delicioso fruto que tomo de ti, assim tão despudoradamente e ilimitadamente, meu vingador!
Diga-me meu degenerado! Meu vingador, meu amado sacerdote do profano, por que se entregam tanto as pessoas a coisas tão estranhas e irreais quanto a Igreja, Deus, Cristo e os santos todos, malditos sejam por ter me oculto de ti e de tua fonte de saber!
Ela arrepiou pela blasfêmia que o prazer a levou e sem pudor ou remorso a esta brindou com um generoso orgasmo.
Meu vingador (ela disse já mais calma, mas ainda cheia de desejo por mim) não fique bravo comigo. Eis que vou a partir de hoje considerar meu senhor, não meu servo sacerdote, como queres. Preciso eu muito mais de ti que tu mesmo a mim, a que fico honrada e lisonjeada, mas só me pude coroar porque tenho teu cetro em minhas entranhas a me dar sabedoria tão deliciosa.

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