sábado, 9 de maio de 2009

Apostolado profano - VII

Como este pecado foi assim definido pelo julgamento deste deus contra um erro do homem, só percebido ao ter sido verificado o fato (como já foi considerado) como pode este homem tê-lo cometido sem ter noção de tal justiça e da pena que incorria em cometê-lo? Ele já tinha noção, sem dúvida e o que o levou a cometê-lo é porque sua noção pessoal assim decidiu, porque em sua própria consciência isso não era pecado, a princípio!
Só assim pode ser compreendido tal fato, este deus não era tão poderoso nem tão senhor do homem. Este, apesar de ter sido criado pelo primeiro, já tinha uma consciência própria e anterior ao fato o que estranhamente é a negação do princípio dogmático que o homem conheceu a consciência após o fato, de que o homem era criatura deste deus e dele recebera as primeiras noções e a este deus deveria servir e seguir estas noções, assim como a consciência deste deus (ou sua justiça, a seu gosto). E que o princípio do pecado só se tornou real quando este deus puniu-o por julgamento deste, um ato que para o homem era natural e instintivo, causado e assumido por sua consciência pessoal e individual, distinta e desvinculada do seu Criador (o que, pela lógica, é impossível ou improvável, sem que levemos a considerar as causas e conseqüências necessárias a tal, como já o descrevemos).
Este deus, sem dúvida, deve ter sido um ser e Senhor do homem, dono de uma consciência e de uma justiça que, por elas, condenou o homem. O homem, sem dúvida, acreditou ser este deus seu Criador porque assim lhe ensinaram mas apesar disso já tinha noções e consciências próprias e desvinculadas do seu Senhor que o era então, apenas fisicamente, não espiritualmente como querem os dogmas e as religiões.
Não existe qualquer outra consideração a ser feita a respeito que possa ter mais razão e lógica que esta, embora sendo antidogmática e contrária a idéia que se subtende numa relação entre deus e homem, que por hora se requereu tão necessária ao passar dos anos e da evolução dessa mesma humanidade sem a qual teríamos sérios problemas existenciais.
Mas creio que já amadurecemos bastante e já está na hora de renegar este passado e consciência estranha à nossa condição e realidade. Pois, retomando a questão, não somos culpados de pecado algum nem somos tanto assim servos deste ser que se nomeou deus e que pela ideologia dele (não a nossa) nos culpamos e cumprimos uma pena por uma justiça baseada nessa ideologia alienígena, estranha e imposta ao homem.
Tomamos o fruto e erramos para ele mas para nós não foi erro senão nem teríamos feito. Foi um ato natural e até consciente de nossa parte, não existe outra explicação, sendo assim, dessas considerações só resta mesmo as conclusões já alinhadas, mais nenhuma outra. Só como última consideração devemos por conseqüência a essas conclusões, não mais dever satisfações aos sacerdotes, representantes desta estranha justiça e ser megalômano assim como desprezar seus cultos, conselhos e moralismos já que estão baseados em falsos dogmas de um falso deus, de uma falsa religião.

Nenhum comentário:

Postar um comentário