sábado, 9 de maio de 2009

Lírios sangrentos - IV

Agora, tentemos imaginar afinal o que então, qual que justifica a presença do outro, devemos nós sermos gratos a ponto de nos entregarmos incondicionalmente a estes que nos formaram, tanto as deidades como as sociedades, ou caberia a nós, justamente por sermos racionais, buscar regras de convívio entre o individuo e cada uma dessas entidades coletivas, de formas mais abertas e livres, com melhores ofertas e oportunidades iguais em prol do próprio sucesso destas? Ou então devem estas procurar agir mais pelo Homem, enquanto individuo, pois não é a união de todos e cada um que possibilita e realiza a presença concreta dessas entidades?
Como se vê, a solução esta em ouvir e permitir o acesso de cada participante e crente, para melhorar, atualizar e efetivar como poderes de decisão, as deidades e as sociedades, porque estarão finalmente garantindo a total capacidade de manifestação de cada um. Só desta forma se chegara com sucesso ao objetivo de toda deidade e sociedade, que é captar, coletar a maior quantidade e a melhor qualidade de pessoas, congregá-las nesse meio que só será legítimo quando a vontade coletiva for reflexo de cada vontade individual.
Por outro lado, se existem as deidades que se alimentam das virtudes e as sociedades que se alimentam dos ideais, da mesma forma terá o grupo que, pelo mesmo objetivo mas movido por outras matérias primas, faz sua presença pelo motivo dos vícios, crimes, imoralidade, dissociação, individualidade radical, anarquismo. Mas é bom notar que isso é assim nomeado por um juízo de valor definido pelos primeiros partidários, que considerando ser sua vida exemplar, desta forma a defendem ardorosamente, caracterizando os demais comportamentos e atitudes por estas palavras depreciativas. Não se pode condenar quem, na falta de expectativas e perspectivas, acaba criando todo um método e atitudes segundo um referencial próprio.

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